Ana
Eu entrei na empresa naquela manhã achando que ia ser só mais um dia normal. Café morno, chefe estressado, computador travando… o combo de sempre. Mas, claro, a vida nunca me deixava respirar.
Nem duas horas depois de eu sentar na minha mesa, a coordenadora da editora veio andando na minha direção com aquele sorriso estranho de quem ia mudar minha vida ou arruiná-la. Às vezes as duas coisas ao mesmo tempo.
— Ana, tem um minutinho? — ela perguntou, com aquela voz doce que sempre me assustava