Ana
O restaurante era simples, mas aconchegante. Cheiro de comida boa, barulhinho de talheres batendo e um garçom que parecia ter tomado cinco cafés antes de vir trabalhar. Eu estava sentada numa mesinha no canto, mexendo no cardápio sem realmente ler nada, só pra disfarçar a ansiedade. Tobias estava atrasado — como sempre.
Olhei pro relógio pela terceira vez em dois minutos.
“Esse homem vive num fuso horário próprio”, pensei, rindo sozinha.
Mas aí vi aquele cabelo bagunçado, o sorriso aberto e