Pov. Isabella
Eu sempre imaginei que a mentira tivesse um cheiro — algo azedo, ardido, capaz de ser sentido antes mesmo de ser revelado. Mas agora, sentada à cabeceira da mesa enorme da sala de reuniões, eu percebo que a mentira não cheira… ela pesa. Como se houvesse uma tonelada sobre meus ombros, tentando me esmagar antes que eu consiga sequer respirar.
Roberto, o advogado da empresa, ajusta os óculos com a ponta dos dedos e me encara como se pudesse me analisar por inteiro apenas com aquele