Era uma terça-feira comum, dessas em que o céu não se decide entre o azul e o cinza. Defne caminhava pelo centro antigo, onde as calçadas pareciam saber mais histórias do que qualquer livro já escrito. Entrou num café que nunca tivera coragem de visitar — não por medo do lugar, mas porque as vitrines guardavam memórias demais. Ali, entre o aroma de especiarias e o tilintar de porcelanas, estava Ömer. Sentado com um livro fechado nas mãos e uma xícara que esfriava lentamente.
Ele não a viu de im