O céu de Istambul estava rubro, quase dourado, como o couro envelhecido de um sapato esquecido numa prateleira — tempo e beleza, lado a lado.
Defne caminhava pelas ruas com passos firmes. No bolso do casaco, levava uma chave. Pequena, de ferro antigo. Era a chave do antigo atelier da mãe. Decidira reabrir o espaço. Não para resgatar o passado, mas para honrar o que não foi contado.
Na sede da empresa, os sons pareciam mais brandos. Não era silêncio — era respeito. Yasemin organizava contratos c