NĂŁo foi no olhar. Nem nas palavras. Mas no silĂȘncio entre os dois que brotou o primeiro gesto de recomeço.
Defne estendeu a caixa. A mesma que guardava tudo. O croqui, a pulseira, a carta.
â Se ainda dĂłi⊠é porque foi verdade. â ela disse.
Ămer nĂŁo respondeu de imediato. Apenas olhou a caixa, como se ela fosse uma semente. Algo que nĂŁo germina na pressa, mas que exige cuidado.
Ele abriu. Tocou os papéis. Leu a carta que nunca recebeu.
âVocĂȘ me ensinou sobre entrega. Eu te ensinei sobre medo. Ta