A tarde em Genebra estava decorada por tons de primavera. As alamedas do parque, tomadas por cerejeiras em flor, balançavam suavemente ao sabor do vento. Petálas rosadas voavam como confetes naturais, caindo sobre bancos, caminhos e ombros distraídos. Havia uma beleza tranquila naquele lugar, quase sagrada. E foi ali, sob a copa de uma velha faia, que Dominico parou.
Vestia-se de forma discreta: terno cinza-chumbo, óculos escuros, relógio de couro e sapatos italianos impecavelmente polidos. Pod