O som da porta se fechando atrás de si ecoou mais alto do que Isabelle esperava. A sala era acolhedora, revestida de madeira clara e cortinas em linho creme, mas o coração dela batia como se estivesse diante de um tribunal. Sentou-se na poltrona à frente da terapeuta, ajeitou a barra da saia sobre os joelhos e respirou fundo. O relógio marcava o início de algo que ela adiava havia anos.
A Dra. Kern sorria com suavidade, os óculos redondos na ponta do nariz e um caderno repousando sobre o colo.