O quarto de hotel cinco estrelas, com vista panorâmica para o lago de Genebra, estava mergulhado na penumbra. As janelas estavam fechadas, as cortinas cerradas, e o ar condicionado zumbia num tom monótono e constante. Dominico estava sentado em uma poltrona de couro escuro, os cotovelos apoiados nos joelhos, a cabeça pendida para frente, os olhos fixos em um ponto inexistente no chão de mármore.
Diante dele, um copo de cristal com uísque caro repousava intocado. Seus dedos apertavam o braço da