O silêncio da manhã ainda dominava a mansão Marchand quando Lídia chegou à cozinha, antes mesmo das sete. O céu lá fora mal havia clareado, e o ar gelado fazia as janelas embaçarem por dentro. Ela colocava a chaleira no fogão quando ouviu um baque surdo vindo da sala de estar. Um arrepio percorreu sua espinha.
— Claire? — chamou, temendo que alguém tivesse derrubado algo.
Não houve resposta. Deixando a água no fogo, Lídia caminhou até a sala, os passos lentos, cautelosos, os olhos varrendo o am