📍 NARRADO POR AZIZA
O gosto de sangue ainda tava no ar.
E não era só o do Diguinho, não.
Era o gosto amargo da merda feita.
Eu entrei no quarto com uma toalha molhada e o kit de primeiros socorros na mão. Ele tava deitado de lado, bufando igual boi abatido, o ego mais ferido que a cara.
Camisa rasgada. Boca inchada. Orgulho estraçalhado.
— “Fica quieto.” — avisei, já ajoelhando do lado dele.
Ele abriu a boca pra falar.
Eu levantei o dedo.
— “Sem show, Diguinho. Hoje tu apanha em silêncio.”
Pe