capítulo 62

O corpo dela descia em mim como se quisesse me enterrar no fundo de si — e esquecer o mundo ali mesmo.

Mas eu não sou homem de ficar embaixo por muito tempo.

Segurei firme nas coxas dela, os dedos afundando na carne, e levantei.

Com ela ainda encaixada em mim.

Ela riu.

Um riso arfado, viciado, quase desafiando.

— “Tu me carrega como se eu fosse tua arma, Muralha.”

— “Tu é.” — respondi, a voz rouca, suada. — “E hoje eu vou atirar até acabar bala.”

Joguei ela no sofá com um movi
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