[NARRADO POR ALANA]
A casa tava muda.
Mas o corpo dele… não.
Sangrava em silêncio. Latejava. Como se cada cicatriz falasse alto demais.
O Caio tava deitado no sofá, só de calça, peito marcado de roxo, corte aberto na costela, o ombro ralado e a testa com sangue seco.
Eu ajoelhada no chão, com o kit de primeiros socorros no colo, tentando estancar mais do que ferida.
— “Tu levou a pior,” — murmurei, limpando devagar o machucado perto da barriga. — “Devia tá no hospital.”
— “Tô em casa. E