NARRADO POR DIGUINHO
(o executor que só ajoelha por uma — e apanha sorrindo)
Aziza.
Meu problema.
Minha cura.
Minha perdição de salto ou de chinelo, tanto faz.
Tem nego que acha que manda porque grita.
Que domina porque tem arma na cintura.
Aziza não grita.
Ela arrebenta no silêncio.
Manda sem abrir a boca.
Reina sem precisar de trono.
E quando me olha daquele jeito…
eu viro poeira.
A real?
No morro todo mundo me respeita.
Me obedece.
Me teme.
Mas em casa…
quem manda é ela.
Não interessa se eu