A sede estava estranha naquela manhã.
Não era movimentação.
Não era clima de pressão.
Não era reunião importante.
Era o silêncio.
O silêncio de Rafael.
O silêncio que vinha desde ontem.
O silêncio que vinha desde que Lívia disse “eu aceito”.
Lívia entrou no décimo andar tentando parecer inteira, profissional, segura.
Mas o corpo todo denunciava o oposto:
ombros levemente curvados, respiração mais curta, passos calculados demais.
Bruna percebeu de longe.
— Você dormiu? — perguntou, cruzando os b