O vento daquela noite soprava com a suavidade de dedos invisíveis percorrendo as paredes antigas da mansão Moretti. Do meu quarto, eu conseguia ouvir o som da água batendo contra a margem da ilha, um ritmo lento, quase hipnótico, que sempre tinha o poder de me acalmar. Mas naquela noite, nenhuma calmaria me alcançava.
Eu andava de um lado para o outro, inquieta, incapaz de entender o turbilhão que se agitava dentro de mim desde o momento em que Lorenzo tocara meu rosto horas antes. Um toque sim