Eu não dormi naquela noite.
Mesmo depois que Matteo voltou a adormecer, tranquilo, respirando de forma leve e regular, eu permaneci sentada ao lado da cama dele, com as mãos entrelaçadas no colo, o coração inquieto, o corpo ainda vibrando com o que havia acontecido no jardim.
O abraço de Lorenzo não saía de mim.
Não foi um abraço comum. Não foi um gesto educado ou casual. Foi um pedido mudo. Um pedido desesperado. Como se ele tivesse se segurado em mim para não afundar.
E talvez tivesse mesmo.