No mural da entrada da Constela, Aurora pendurou uma nova fotografia.
Era simples: dois idosos sentados num banco, segurando as mãos um do outro. Ao fundo, folhas caídas, um girassol descansando entre eles.
Acima da imagem, uma frase:
“O tempo não é cruel.
Às vezes, só é tímido.”
Benedita e Osvaldo haviam se reencontrado — não para retomar o que foi, mas para acolher o que ainda poderia ser.
E aquela imagem, com toda sua delicadeza, atravessava a sede da editora como um sussurro:
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