O dia seguinte amanheceu nublado, mas dentro do quarto 204 do hospital, algo começava a clarear.
Davi acordou com uma inquietação difícil de explicar. Sentia-se como alguém que havia saído de um sonho longo e pesado, onde tudo estava embaçado — mas agora, pouco a pouco, os contornos ganhavam forma.
Aurora não voltou naquele dia, mas sua presença parecia pairar em cada canto.
Ele levantou da cama, pegou uma folha nova e começou a desenhar. As mãos pareciam mover-se sozinhas, como se guiadas por