Os dias seguintes passaram como quem atravessa um corredor estreito entre dois mundos. De manhã, eu era Marina — secretária eficiente, cuidadora responsável, mulher de rotina exausta e coração cheio de dúvidas. À noite, havia outra coisa em mim. Um calor novo, aceso por mensagens discretas, olhares demorados e palavras não ditas.
Lorenzo.
Ele não era constante em presença, mas se fazia presente nos silêncios. Um “bom dia” enviado às 7h03. Um “a doceria fica melhor quando você vem” às 17h18.