O sino da porta tocou com seu som familiar assim que entrei na confeitaria. A fachada azul-clara, as cortinas rendadas, o cheiro de café e açúcar queimado me abraçaram como uma lembrança boa que insiste em voltar. Aquela doceria tinha o dom de me acolher mesmo quando o mundo parecia afiado demais lá fora.
Liam ergueu os olhos do balcão, fingindo um cansaço teatral ao me ver. Seus olhos cintilaram com o tipo de humor afiado que eu já esperava.
— A mulher do pudim voltou. Vai querer a mesa de sem