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Pensamentos que insistem em voltar

Capítulo 6 — Pensamentos que insistem em voltar

Depois daquela conversa na cafeteria, o resto do dia de Kendra pareceu estranhamente diferente.

Não porque algo extraordinário tivesse acontecido.

Na verdade, externamente tudo foi exatamente como sempre.

Ela chegou ao escritório, participou de reuniões, analisou projetos e passou horas ajustando detalhes em um novo layout que sua equipe estava desenvolvendo.

Mas, mesmo assim, sua mente parecia voltar constantemente para a mesma mesa perto da janela da cafeteria.

E para o mesmo sorriso tranquilo.

Ethan.

— Kendra?

Ela piscou, percebendo que Lucas estava parado ao lado de sua mesa.

— Hm?

— Você está olhando para essa tela há cinco minutos sem mexer no mouse.

Ela olhou para o computador.

Ele estava certo.

— Estou pensando.

Lucas cruzou os braços.

— Pensando em trabalho?

Kendra hesitou por um segundo.

— Mais ou menos.

— Isso significa que não.

Ela riu e girou a cadeira levemente.

— É só cansaço.

Lucas estreitou os olhos de forma desconfiada.

— Ou tem algo a ver com aquele cara da cafeteria?

Kendra arregalou os olhos.

— Como você sabe disso?

— Porque você mencionou ele ontem… e hoje está com um sorriso estranho.

Ela virou novamente para o computador.

— Eu não estou com sorriso nenhum.

— Está sim.

— Lucas…

— Certo, certo. Vou parar.

Ele levantou as mãos e voltou para sua mesa, ainda sorrindo.

Kendra soltou um pequeno suspiro.

Ela odiava admitir… mas ele estava certo.

Havia algo diferente.

E aquilo era perigoso.

Durante anos, Kendra havia construído sua carreira com disciplina e foco. Ela sempre foi apaixonada pelo que fazia, e isso a levou a se tornar uma das designers mais respeitadas da área.

Relacionamentos, distrações e romances nunca foram prioridade.

Mas agora…

Agora havia um homem que conseguia ocupar seus pensamentos com apenas algumas conversas simples.

Quando o expediente terminou, Kendra guardou as coisas na bolsa e saiu do escritório.

A cidade já estava cheia de movimento. Carros passavam pelas avenidas e as luzes das lojas começavam a acender.

Ela caminhou pelas ruas sem pressa.

Sem perceber, seus passos a levaram novamente até a esquina da cafeteria.

Ela parou na calçada.

— Sério? — murmurou para si mesma.

A cafeteria estava quase vazia naquele horário.

Ela pensou em entrar.

Pensou em ir embora.

Mas antes que decidisse, a porta se abriu.

Ethan saiu.

Ele parecia surpreso ao vê-la ali.

— Kendra?

Ela piscou, igualmente surpresa.

— Ethan.

Por um segundo, os dois ficaram em silêncio.

Então Ethan sorriu.

— Você também costuma aparecer aqui à noite?

Kendra cruzou os braços, tentando parecer tranquila.

— Não.

— Então isso é uma coincidência?

— Acho que sim.

Ele deu um pequeno passo na direção dela.

— Interessante.

— Por quê?

— Porque eu estava pensando em você.

Kendra sentiu o coração acelerar levemente.

— Pensando em mim?

— Sim.

— Isso pode ser preocupante.

Ethan riu.

— Talvez.

O ar da noite estava fresco, e as luzes da rua criavam reflexos suaves nas vitrines ao redor.

Por um momento, nenhum dos dois parecia com pressa de ir embora.

— Você já jantou? — perguntou Ethan de repente.

Kendra levantou uma sobrancelha.

— Isso foi um convite?

— Talvez.

Ela sorriu.

— Esse “talvez” parece ser seu estilo.

— Está funcionando até agora.

Kendra pensou por alguns segundos.

Ela poderia simplesmente dizer não.

Voltar para casa.

Manter a rotina segura que sempre teve.

Mas algo dentro dela dizia que aquela noite poderia ser diferente.

E, pela primeira vez em muito tempo, a ideia de algo diferente parecia… boa.

Ela olhou para Ethan novamente.

— Certo.

Ele inclinou a cabeça.

— Certo?

— Eu aceito o convite.

O sorriso que surgiu no rosto de Ethan foi imediato.

— Então vamos.

— Para onde?

— Surpresa.

Kendra riu.

— Isso parece arriscado.

— Confie em mim.

Ela respirou fundo.

— Espero que você tenha escolhido um lugar com café.

Ethan abriu um sorriso maior.

— Sempre.

E assim, lado a lado, os dois começaram a caminhar pela rua iluminada.

Nenhum deles sabia exatamente onde aquela noite levaria.

Mas uma coisa já era clara.

Aquele encontro na cafeteria estava se transformando em algo muito maior do que uma simples coincidência.

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