O som metálico da cela fechando atrás das suas costas, ecoou como um veredito final nos ouvidos de Cristina. O ambiente era frio, estéril e carregado de um silêncio que a sufocava. Sentada no banco estreito, ela olhava para as próprias mãos, ainda sentindo o peso das algemas que haviam sido retiradas minutos antes. As provas eram esmagadoras: os depoimentos, os balanços adulterados e aquela conta bancária maldita que ela nunca abriu. Aos olhos da lei, Cristina não era uma empresária dedicada,