O tempo, esse escultor silencioso, havia trabalhado com rapidez nas semanas que se seguiram à audiência. Na empresa de Cristina, o ar de desconfiança foi substituído por um respeito renovado. Onde antes havia cochichos venenosos, agora ouvia-se o som de teclados e conversas produtivas. Cristina retoma sua cadeira na presidência, mas não era a mesma mulher de antes; havia uma fortaleza de aço em seu olhar, forjada no fogo da injustiça que sofreu. Fernando, como sempre, era seu pilar, ajudando na reestruturação financeira enquanto o processo contra Ricardo Mendes e os Bragança corria em segredo de justiça.
No entanto, a vitória de Cristina tinha um gosto agridoce. A cada notícia que chegava sobre o avanço agressivo da doença de Teodoro, uma parte de seu coração, que ainda guardava as memórias do sogro que ele um dia fingiu ser, sentia um aperto incômodo.
A batida na porta de seu escritório naquela tarde foi hesitante. Quando a porta se abriu, não era um funcionário com relatórios, mas u