As risadas enchiam a sala da casa dos meus pais com uma facilidade quase irritante. Estávamos todos ali, espremidos entre sofás antigos e lembranças meio empoeiradas do ensino médio — os mesmos rostos de sempre, agora mais velhos, mais barulhentos, com garrafas de cerveja abertas e conversas atravessando umas às outras. Era meu aniversário de 21 anos, e, antes de irmos para o bar comemorar de verdade, os caras decidiram que seria “legal reviver os velhos tempos”. Eu tentei entrar no clima. Ri d