Fiquei ali parada, de pé na calçada, com os braços cruzados sobre o peito, olhando o carro dele virar a esquina como se, de algum jeito absurdo, eu pudesse puxá-lo de volta só com a força do pensamento. Observei até o último segundo, até que o som do motor se apagasse no fundo da rua e o silêncio da manhã engolisse tudo — inclusive a parte de mim que queria gritar para ele voltar. Mas eu fiquei quieta. Só respirando fundo e fingindo que o frio da brisa era o que fazia meus ombros tremerem, quan