O dia seguinte amanheceu pesado. Melina acordou com a sensação incômoda de que algo havia se deslocado dentro dela, como se o chão estivesse levemente inclinado e exigisse mais esforço para manter o equilíbrio. Não era cansaço. Era antecipação.
Ela encontrou Diogo na cozinha, concentrado em documentos espalhados sobre a mesa. Ele parecia não ter dormido bem. Os olhos estavam mais escuros, a postura mais rígida.
— Bom dia — disse ela, por educação.
— Bom dia — respondeu ele, sem erguer o olhar.