Jonas abriu a porta do apartamento devagar, o cano de ferro em mãos, o facão preso à cintura. A luz da vela iluminava apenas parte do corredor, deixando o hall do elevador à meia-sombra. Lá, parada como antes, estava a vizinha — aquela senhora do 502, que costumava sorrir quando ele descia com a mãe.
Agora, porém, ela era só uma sombra daquilo que um dia foi.
Pálida. Olhos opacos. A boca entreaberta, murmurando palavras sem sentido, como se mastigasse o próprio medo. A roupa de dormir estava ra