Mundo de ficçãoIniciar sessãoO livro“Crime no Trem Fantasma" traz uma narrativa que se refere a duas meninas, Olivia e Maria Paula, as quais são amigas. Olivia é filha única, de uma família com excelentes condições financeiras. Já Maria Paula não poderia se dar ao luxo de viajar para certos destinos, se não fosse com a companhia e o dinheiro da família de Olivia. Mesmo que Olivia tentasse sempre fazer o possível para agradar a sua amiga de infância, ela sempre foi vítima da inveja, que cada vez mais tomava o coração, de Maria Paula que, por sua vez, sempre quis ter uma vida tão boa quanto à de Olivia, mas que devido as suas dificuldades financeiras ainda não foi possível. Pensando em se livrar de uma vez por todas de Olivia, Maria Paula aproveita um convite para fazer uma viagem para planejar a melhor forma de fazer o seu plano dar certo.
Ler maisApós quatro anos de relacionamento, finalmente Kolby Sheffer pediu Lucretia Bellanti em casamento! Na véspera, ela não se aguentou e resolveu ligar para o seu noivo.
— Você sabe que dá azar ver a noiva antes do casamento! — Kolby disse suavemente. — Amanhã nos casaremos, fique tranquila. Por que não descansa, huh? Você será a Luna mais linda!
Lucretia fez um beicinho e estava prestes a falar algo, quando um gemido foi ouvido ao fundo da ligação. Ela franziu a testa e apertou o aparelho com força contra a orelha.
— Quem está aí, Kolby?
Ela podia jurar que ouviu um “Shh!” e uma risada feminina.
— Não tem ninguém aqui! Amor, acho que você tá cansada e nervosa. Amanhã é o nosso grande dia. É melhor irmos dormir.
Sem esperar por uma resposta, ele finalizou a ligação. Lucretia olhou para o celular em suas mãos e mordeu os lábios. Será que ela tinha mesmo ouvido errado?
“Claro que sim. Kolby me ama. Ele jamais me trairia!”
Com o coração mais calmo, ela decidiu seguir o conselho do noivo e ir dormir. Lucretia desceu do terraço em direção ao quarto dela, mas um som vindo do lado a fez parar e olhar. Era o quarto de Deidra, sua meia-irmã. Um gemido.
“Isso não é da minha conta…” Lucretia disse a si mesma, porém, mais um gemido e, dessa vez, masculino. Mas não era qualquer homem, aquela voz…
Mesmo sem querer acreditar, os passos de Lucretia a levaram para a porta entreaberta, como se se movessem por conta própria.
— Isso! Mais forte! — a voz de Deidra, cheia de luxúria, ecoava para fora do quarto, pela fresta da porta.
Lucretia ficou ali, parada, ouvindo enquanto o próprio noivo estava por cima da meia-irmã, que gemia sem pudores, as pernas ao redor do tronco dele, que investia com força.
Ao mesmo tempo que queria sair correndo para não continuar ouvindo o que a machucava, nem vendo a cena que lhe queimava o coração, o corpo de Lucretia não respondia, como se quisesse que ela testemunhasse a traição. Para que ela nunca esquecesse.
Lucretia finalmente despertou do choque e ia abrir a porta para confrontá-los, mas as próximas palavras da meia-irmã a fizeram parar com a mão no ar.
— Amor, por que vai casar com ela? Você nem a ama! — Deidra perguntou, de um jeito manhoso e fazendo pequenos círculos com o dedo indicador no peito pálido de Kolby.
— Eu já expliquei. Ela é a herdeira direta. Você sabe que o seu pai vai dar o comando do Bando a ela depois do casamento. — Kolby acariciou a bochecha de Deidra com o dorso dos dedos, uma expressão de pura adoração no rosto. — Depois que eu me casar com ela, já tenho planejado. Vou arranjar alguém pra dar um fim nela. Eu vou assumir o Bando e, então, você e eu poderemos ficar juntos. Você será a Luna do LongFang e do CrestMoon Pack.
Ele beijou Deidra com paixão, enquanto esta ria abafado. Lucretia sentiu o coração se apertar, esmagado pela dor da traição e acabou deixando que o celular lhe escapulisse pelos dedos.
— Quem está aí?! — Era uma voz feroz que ela nunca tinha ouvido.
O sangue de Lucretia congelou nas veias, o ar não parecia suficiente para encher-lhe os pulmões.
[“Anda logo!”], a loba de Lucretia, Kali, lhe implorou. [“Ele quer te matar”]
Sem pensar mais, ela desceu as escadas o mais rápido que podia, escorregando no último degrau. O rugido de Kolby foi ouvido e Lucretia sabia que, se não fosse rápida, ela seria finalizada!
Ao se levantar, Lucretia sentiu o tornozelo doendo. Ela tinha torcido! Mas aquilo era irrelevante. E ela não tinha tempo para esperar que o sangue de lobo Alfa em suas veias a ajudasse a se recuperar! Ela correu, sentindo, a cada passo, a dor irradiando para a perna inteira.
— Lucretia! — ela ouviu Kolby chamando por ela, porém, ela não podia parar, ela não podia nem mesmo olhar para trás. — Volte aqui agora mesmo!
A voz era mais grave.
Apesar da dor, a única coisa que surgia na mente de Lucretia era: Corra!
Ela disparou para fora da casa.
— Agarrem-na! Não deixem que ela fuja!
Enquanto Maria Paula era transferida para a cadeia de sua cidade, Olivia se recuperava de seus ferimentos. E quando a sua mãe soube de tudo o que tinha acontecido com a sua única filha, ela foi até a cidade de Porto alegre a fim de pegar o próximo vôo com destino ao Rio de Janeiro, com o objetivo de em seguida pegar o ônibus que a levasse até a pequena cidade de Merlim, pois ela queria a todo custo ver a sua filha e saber como ela está, ouvindo as notícias através dos lábios da própria Olivia.Depois que a mãe de Olivia, Kimberly, encontrou a filha ainda no hospital, ela disse que nunca mais deixaria que a sua filha viajasse com qualquer pessoa que fosse. E que ela faria o possível para que Maria Paula permanecesse na cadeia para que ela pagasse por todo o sofrimento que ela mesma causou.A partir desse dia, a cidade de Merlim perdeu muitos turistas, pois o par
Enquanto Olivia era encaminhada, junto com os policiais, para fazer um exame pericial, o qual se chamada “exame de corpo de delito”, seus pensamentos acelerados a deixavam se sentindo preocupada, pois ela não sabia onde estava a sua amiga Maria Paula, pois ela ainda não tinha aparecido no hospital para visitá-la.Após fazer o exame, a polícia teve acesso às digitais do agressor e com isso, eles descobriram que a pessoa que agrediu Olivia foi a sua própria amiga, que se chamava Maria Paula.Quando essas informações chegaram até o conhecimento do delegado Marques, ele ficou orgulhoso do trabalho da polícia, pois uma das policiais já havia desconfiado da índole da menina que se dizia amiga de Olivia. E juntamente com o comentário do médico e da policial que a atendeu e que a interrogou, respectivamente, no hospital, e que perceberam que o ferimento que se e
Estacionando o seu carro em frente à delegacia, ele desceu do veículo e foi caminhando até a sua sala, a fim de ver as imagens. Para isso, ele decidiu chamar os outros policiais que acompanharam o caso pessoalmente no parque, os quais foram os responsáveis por levar Maria Paula e o funcionário do parque para a delegacia.Ao inserir o pen drive na entrada USB do seu computador, o delegado e os policiais acompanharam o momento em que Maria Paula chegava na loja para comprar a fantasia e os caninos de vampiros. Nesse momento, o rosto de todos aqueles profissionais ficaram com expressão de surpresa, pois a menina que comprava a fantasia e os caninos era a mesma que se dizia amiga de Olivia.Enquanto o delegado passava as mãos pelo seu próprio rosto, demonstrando frustração, surpresa ou pavor daquela situação, ele mandou que chamasse a jovem que o aguardava a fim de prestar depoimen
Enquanto isso na delegacia, tanto o responsável pelo brinquedo quanto Maria Paula estavam sentados nas cadeiras do corredor da delegacia, aguardando o delegado Marques chegar, para prestar os esclarecimentos necessários e ajudar nas investigações, pois nunca ninguém tinha visto um crime daquele tipo na cidade de Merlim.Enquanto eles aguardavam pacientemente, porém nervosos, eles acompanhavam pela televisão a imprensa, que já estava no parque tentando fazer uma reportagem a respeito do crime que chocou, não só a cidade de Merlim, mas todo o estado do Rio de Janeiro.O caso estava tendo tanta repercussão que até foi anunciado nos jornais estrangeiros. E a polícia de Merlim estava buscando todas as informações pertinentes a fim de encontrar o culpado de tanta atrocidade.Mais tarde, enquanto o senhor Marques ainda estava a caminho da delegacia, ele resolveu est
Enquanto Olivia ia junto com a equipe de saúde e com uma das policiais dentro da ambulância, um dos enfermeiros se dedicava a limpar os seus ferimentos. Aproximando de si o frasco de soro fisiológico e uma quantidade considerável de gaze e de algodão, ele se sentou ao lado da cabeça de Olivia a fim de começar pelo ferimento do pescoço, sobre o qual estava um pedaço de tecido na tentativa de pressionar o local do ferimento, mas como o local ainda estava muito sujo, impossibilitava que os médicos vissem claramente o que tinha acontecido naquela região. Depois de passar, cuidadosamente, a gaze, a qual estava mergulhada no soro fisiológico, no entorno do tecido, a região foi ficando mais limpa, o que ajudaria muito os médicos quando ela chegasse ao hospital, pois aumentaria significativamente as chances de poder ser tratada da melhor forma possível.Depois de limpar o sangue ao
Nesse momento, a outra policial que desceu do carro, e que tinha cabelos lisos e castanhos escuros, se aproximou de Maria Paula e perguntou:– O que você está fazendo aqui? O parque já fechou por hoje. E não sabemos quando ele vai ser reaberto, diante dessa tragédia que ocorreu. Você é alguma parenta da jovem?– Sou amiga dela.– Você saberia nos dizer o que aconteceu com ela?– Eu não sei. Eu não estava perto dela na hora. – Respondeu Maria Paula, com a voz trêmula de medo da consequência do que ela mesma tinha provocado.Indignado com a resposta de Maria Paula, o responsável pelo brinquedo se manifestou, dizendo: – Eu também queria saber essa resposta, pois eu estive aqui o tempo todo e vi que ela estava sempre chamando essa jovem para que elas fossem juntas no trem fantasma. Mas na hora mesmo de entrar no carrinho ela
Último capítulo