Narrado por Maite
Enquanto observo as pessoas indo e vindo no aeroporto, uma sensação de desorientação toma conta de mim. Sinto-me completamente perdida, como se estivesse flutuando, sem saber para onde ir ou o que fazer a seguir. Tudo ao meu redor parece borrado, como se a realidade tivesse se distorcido, e eu não fosse mais parte dela. Sinto-me como um barco à deriva em um mar revolto, sem um porto seguro para ancorar. O peso da perda e da incerteza se mistura com uma angústia indescritível, como se o mundo tivesse virado de cabeça para baixo.
Por que sinto tanto pesar dentro de mim, sendo que ele me fez tanto mal? Por que estou triste com a morte de Cobra, quando essa foi a escolha que eu mesma fiz, e um desejo que carregava há tanto tempo? O conflito é cruel, e a dor não diminui, ela apenas se transforma, tornando-se uma sombra que me persegue.
A culpa, essa velha amiga, ainda aperta meu peito com suas garras afiadas. Mas junto dela, uma sensação de alívio vai se infiltrando, com