Narrado por Maitê
A arma treme em minhas mãos, e eu não posso controlar. Sinto meu coração batendo forte, as batidas parecendo ecoar no silêncio tenso da sala. Fecho os olhos, tentando recuperar algum tipo de controle sobre mim mesma. Não posso deixar que ele continue a me destruir. Não mais. Não depois de tudo o que ele fez, não depois de tudo o que me tirou. A respiração rasgada, os olhos embaçados pelas lágrimas, minha voz sai quase como um sussurro, quebrada pela dor.
— Eu não posso deixar você atormentar o meu futuro, como fez com o meu passado e presente, Cobra. — A voz falha, mas as palavras são minhas, e finalmente tenho coragem de dizê-las.
Eu sei, parte de mim sabe, que essa não é uma decisão sensata. Sei que o peso dessa escolha será algo que me perseguirá para sempre. Mas não posso, simplesmente, deixar que ele continue a me assombrar. Não posso permitir que ele destrua mais vidas, mais a minha.
Ele se levanta do chão, e, por um momento, parece mais humano do que qualquer