Narrado por Maitê
Entro no banheiro ainda tremendo. Meus passos estão desconexos, como se minhas pernas tivessem desaprendido a carregar o peso do meu próprio corpo. Apoio as mãos na pia e encaro meu reflexo: olhos marejados, a respiração curta, o rosto pálido. Jogo água fria no pescoço e no rosto, tentando espantar o medo que pulsa dentro de mim, mas é inútil. O pânico é mais forte do que a água gelada.
As lágrimas caem antes que eu consiga impedir. Me agacho, abraçando as próprias pernas, me