O corredor estava tão silencioso que parecia segurar a respiração junto com eles. Mariana deu três passos — apenas três — antes de sentir a mão de Gabriel tocar seu antebraço. Não foi forte. Não foi rude. Foi apenas… inevitável. Como se, se ele não a tocasse naquele segundo, perderia mais cinco anos.
Mariana congelou.
— Mariana… por favor. — A voz dele saiu baixa, quebrada nos cantos. — Olha pra mim.
Ela fechou os olhos. Por um instante, desejou evaporar, virar poeira, desaparecer. Mas fugir