Mariana estava sentada na varanda dos fundos da clínica, envolta por um cobertor fino e o som distante da cidade silenciosa. O céu começava a clarear, tingido de azul-acinzentado, e o cheiro de café recém-passado vinha da cozinha onde Matheus organizava as últimas coisas.
Ela olhava para o horizonte com os olhos inchados, mas havia paz ali. Pela primeira vez em muito tempo, o medo não era o sentimento dominante. O silêncio daquela manhã carregava uma sensação de encerramento — e também de recom