Cinco meses. Cinco meses de tortura diária apenas para não agarrá-la nos braços e acabar com tudo. E ali estava ela, Isabella Fontana, cruzando os braços como se fosse a dona da sala. Não havia mudado nada, continuava me desafiando com suas indagações.
ELLA: Desculpe interromper, professor, mas o senhor está equivocado.
Ela sorriu, afiada, com a audácia estampada no rosto. A minha abelhinha nunca mudou.
ELLA: A defesa não pode ser reduzida a um jogo de poder. Existe lei, existe humanidade. N