Eu nunca soube lidar com a palavra “espera”. Sempre que algo me consumia por dentro, eu precisava agir, resolver, tomar o controle da situação. A lembrança dos olhos de Ella cheios de raiva e mágoa fez meu peito doer. Eu a vi se desfazer em lágrimas por acreditar que eu havia a enganado, e essa imagem queimava mais do que qualquer ferida.
Miguel a levou para a casa dele, e, por mais que confiasse no meu amigo, o que eu queria era estar ao lado dela, ouvir seus gritos, suportar sua fúria, apena