Eduardo não dormira naquela noite. A imagem do carro em chamas queimava em sua mente como uma ferida aberta. A cada vez que fechava os olhos, ele revivia o momento em que Cecília, tossindo e em pânico, tirava os gêmeos de dentro do carro. O medo estampado no rosto de Elisa, o choro de Helena e Lucas… tudo isso o consumia por dentro.
De pé diante da janela do escritório, com um copo de uísque intacto na mesa, ele planejava. Seu olhar frio refletia a determinação de um homem que não permitiria qu