O relógio da sala marcava quase meia-noite quando Eduardo desligou a vitrola. Sophia dormia no sofá, a taça de vinho ainda meio cheia na mesa. Ele observava o rosto dela, agora relaxado, sem a máscara de doçura. Uma fera disfarçada.
Ele tinha o que precisava: as palavras dela, carregadas de ódio, já estavam registradas discretamente pelo gravador escondido no abajur. Agora era questão de tempo para reunir todas as peças.
Mas Eduardo sabia que não poderia agir sozinho. Sophia era ardilosa, e qua