O sexto dia amanheceu cinzento. Elisa já não distinguia mais as horas no cativeiro. O frio, a escuridão e o medo eram seus únicos companheiros. Cada batida de seu coração era marcada pelo terror de perder seus bebês antes mesmo de vê-los nascer.
Naquela manhã, os passos pesados anunciaram a entrada de um dos sequestradores. Ele não trouxe comida. Apenas deixou sobre a mesa um pequeno celular de tela rachada.
Mandaram você assistir. ... disse, seco, e saiu, trancando a porta atrás de si.
Elisa