O hospital estava silencioso naquela noite.
As luzes do apartamento de Elisa estavam baixas, e o som suave do violino preenchia o ambiente. Ela havia tirado o instrumento do estojo horas atrás, precisava dele como quem precisa de ar.
Tocava devagar, com os olhos fechados, tentando afastar as emoções que lhe queimavam o peito.
Mas não adiantava.
A carta de Eduardo estava sobre a mesa, fechada.
Esperando.
A cada nota, o envelope parecia pesar mais.
Por que agora?
Por que depois de tudo,