O dia amanheceu cinza, como se o céu também estivesse segurando a respiração. Helena caminhava pelas ruas com o passo pesado, a mente um turbilhão de emoções que ela preferia manter trancadas. Havia semanas que sua mãe estava internada, em coma, e cada visita ao hospital parecia atravessar uma névoa densa, onde passado e presente se confundiam.
Ao chegar no Café Aurora, o aroma do café quente e o murmúrio calmo do lugar deram um breve alívio ao seu peito apertado. Bianca estava atrás do balcão,