Layla
Eu sabia que eu devia ir até Bart. Eu devia. Em vez disso, fiz pergunta que só faço quando quero complicar minha vida:
— Por que você veio?
— Porque você estava aqui.
— Isso não é resposta.
— É a única que eu tenho.
A orquestra mudou para um tango leve. Ele me girou devagar, e minhas costas bateram de leve no peito dele, meu corpo todo encaixado no desenho que só nós conhecemos. O salão inteiro virou moldura. Eu, obra. Ele, crime.
— Se eu te beijar… — ele disse, sem vergonha — vai ser por