Kaleo
Eu passei pelo bar, troquei duas palavras com gente que acha que manda, e pousei a mão no ombro do maître, um homem que eu patrocinei muito antes dele saber.
— A primeira taça vai para ela. — disse, sem olhar — A segunda, para mim.
— Perfeitamente, senhor.
A bandeja foi preparada. Uma marca mínima sob o pé do cristal me dizia o que os outros olhos não poderiam ver. Atravessei o salão num ritmo que ensaiei desde menino: lento o suficiente para parecer dono, rápido o bastante para não perde