Kaleo
A festa termina, mas eu não. O elevador corta os andares como nuvens no céu e me despeja na cobertura. Eu tiro o blazer sem acender as luzes. Preciso do escuro. Preciso que a cidade brilhe sozinha para que eu ouça apenas o barulho que importa: o do meu próprio sangue.
O beijo.
Ainda está na minha boca, como se ela tivesse deixado uma cicatriz quente. Encosto as mãos no parapeito da varanda e deixo o vento queimar os pulmões. Não vou recuar. Chega de ensaios. Toda vez que tentei encostar a