Layla
A festa estava bonita demais para ser real. Cada canto do arranha-céu reluzia como se o próprio vidro tivesse engolido estrelas. Pessoas riam, brindavam, comentavam negócios como se o mundo fosse só champanhe e contratos. Mas eu não conseguia respirar.
Desde a sacada, onde Kaleo me encurralou minutos antes, minha pele ainda latejava. Era como se o vidro frio tivesse marcado meu corpo tanto quanto a presença dele. A cada passo, eu sentia o olhar dele me seguir, mesmo quando estava em meio