Kaleo
A manhã abriu as janelas da cidade com mau humor. Do alto da cobertura, os prédios pareciam peças de um tabuleiro que eu aprendi a mover com a ponta dos dedos. Café preto, agenda lotada, três reuniões que não significam nada perto do que realmente me ocupa a cabeça.
O beijo.
Desde a noite de ontem, a lembrança insiste em voltar como febre. Eu me odeio por isso. Beijos não estavam no meu plano. O plano tinha outras palavras: quebrar, esmagar, extinguir. E, ainda assim, quando a pele dela e