O telefone não parava. Era como se o mundo estivesse tentando puxá-la de volta para o lugar onde ela já não cabia mais.
– Você não vai atender? – Miguel perguntou, encostado no batente da porta, observando Helena sentada no chão da sala, rodeada por papéis, anotações e respirações curtas.
– É minha mãe. A décima vez desde ontem – Helena respondeu, largando o celular sobre a mesinha de centro como se fosse uma bomba prestes a explodir.
– Então atende e explode logo com ela – Miguel disse, se apr