O salto de Helena ecoou pelo chão de mármore do escritório, abafado apenas pelo som constante da chuva lá fora. Ela entrou, e o mundo pareceu segurar o fôlego. A cada passo, sentia o gosto amargo do erro ainda preso à pele. Miguel estava por todo o seu corpo, como uma tatuagem invisível.
Gustavo levantou os olhos, a expressão impenetrável. Seus dedos cessaram a valsa invisível na mesa. Não havia raiva aparente. Só controle. Frio. Letal.
– Você se atrasou – disse ele, sem levantar a voz. Cada pa