Helena entrou em seu apartamento ainda com o coração aquecido. O corredor estava silencioso, iluminado apenas pela luz amarelada do sensor que se acendeu quando ela abriu a porta. Assim que entrou, deixou a bolsa sobre o aparador, apoiou as costas na porta fechada e respirou fundo, como se só ali o corpo tivesse entendido que tudo o que vivera naquele dia tinha sido real.
Arthur.
Miguel.
O parque.
O beijo tranquilo, sem pressa, sem culpa.
Ela sorriu sozinha, levando a mão ao peito, sentindo