Helena acordou com uma sensação diferente naquela manhã. Não era euforia, nem ansiedade. Era algo mais silencioso, quase tímido, como se o corpo estivesse aprendendo um novo ritmo depois de muito tempo andando em descompasso. Ficou alguns segundos de olhos fechados, respirando devagar, ouvindo os sons suaves do prédio acordando — passos no corredor, um elevador subindo, um rádio distante tocando alguma música antiga.
Abriu os olhos e sorriu sem perceber. Arthur foi o primeiro pensamento. Não co